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Marketing jurídico: o que é, o que a OAB permite e onde o cliente procura advogado

Atualizado em 1 de novembro de 2026 · por Surfelo

A resposta curta

  • Marketing jurídico, pelo Provimento 205/2021 da OAB, é o marketing especializado voltado aos profissionais da área jurídica. Ele é permitido, desde que compatível com os preceitos éticos.
  • Inclui o marketing de conteúdos jurídicos: criar e divulgar conteúdo para informar o público e consolidar a imagem do advogado ou do escritório.
  • É vedado, entre outros: mencionar honorários ou descontos, prometer resultado, usar casos concretos para oferecer serviço, autoengrandecimento, ostentação e captação de clientela.
  • Pelo Planejador do Google, "marketing jurídico" e "marketing para advogados" têm 590 buscas por mês cada, e o clique de anúncio vai de R$ 4,55 a R$ 20,50 no topo da página.

1. A procura por marketing jurídico

Pelo Planejador do Google Ads (média mensal no Brasil, de outubro de 2025 a setembro de 2026), com o lance de topo de página, que é quanto se paga por clique para aparecer no anúncio:

BuscaBuscas por mêsNo anoLance topo de página
marketing jurídico590−33%R$ 4,55 a R$ 17,59
marketing para advogados590−19%R$ 5,52 a R$ 20,50
marketing digital para advogados210−64%R$ 7,42 a R$ 29,22
marketing jurídico digital140−57%R$ 6,40 a R$ 21,53

As buscas caíram no ano, mas o lance alto mostra que muitas empresas disputam o advogado que quer divulgar o escritório.

2. O que é marketing jurídico, pela OAB

O Provimento 205/2021 define, no art. 2º:

  • Marketing jurídico: especialização do marketing destinada aos profissionais da área jurídica.
  • Marketing de conteúdos jurídicos: estratégia de marketing que usa a criação e a divulgação de conteúdos jurídicos para informar o público e consolidar a imagem do profissional ou do escritório.
  • Publicidade passiva: a que alcança somente quem buscou a informação ou concordou em recebê-la.

A publicidade deve ser informativa, discreta e sóbria (art. 3º), e as informações, objetivas e verdadeiras (art. 1º).

3. Canais e o que vale em cada um

CanalRegra
Site do escritórioPermitido como meio de contato (Provimento 205, art. 4º, § 3º); conteúdo informativo e sóbrio
Perfil da Empresa no GoogleMostra endereço, horário e contato a quem procura; o nome deve ser o nome real do escritório, pelas diretrizes do Google
Conteúdo (artigos, vídeos, lives)Permitido se técnico e informativo, sem resultados concretos, clientes ou honorários
Anúncio por palavra-chavePermitido quando responde a uma busca iniciada pelo potencial cliente
Impulsionar postPermitido se não for oferta de serviços jurídicos
Outdoor, rádio e TVVedados pelo art. 40 do Código de Ética
Mala direta e panfletosVedados com intuito de captação

4. O que nunca entra, em nenhum canal

  • Valores de honorários, forma de pagamento, gratuidade ou descontos.
  • Promessa de resultado e casos concretos para oferecer serviço.
  • Expressões persuasivas, de autoengrandecimento ou comparação.
  • Especialidade sem título certificado ou notória especialização.
  • Ostentação de bens, como veículos, viagens e hospedagens.
  • Pagamento para aparecer em ranking ou premiação.

A lista completa, artigo por artigo, está no guia do Provimento 205 da OAB.

5. Onde o cliente procura advogado

Quem precisa de um advogado costuma pesquisar o problema ("como funciona a pensão alimentícia") ou o profissional ("advogado previdenciário em Campinas"). Nos dois casos, a iniciativa é de quem pesquisa, o que se alinha à publicidade passiva e ao critério que o provimento usa para anúncios por palavra-chave. No Google, a posição orgânica não se compra: o Google afirma que não aceita pagamento para classificar um site mais acima.

Veja os detalhes em SEO para advogados, site para advogado e captação de clientes na advocacia.

Perguntas frequentes

Marketing jurídico é permitido?

Sim. O art. 1º do Provimento 205/2021 diz que é permitido o marketing jurídico, desde que exercido de forma compatível com os preceitos éticos e respeitadas as limitações do Estatuto, do Regulamento Geral, do Código de Ética e do próprio provimento.

Qual a diferença entre marketing jurídico e captação de clientela?

O marketing jurídico informa e consolida a imagem do profissional. A captação de clientela, pela definição do art. 2º, VIII, do provimento, é usar o marketing de forma ativa para induzir a contratação ou estimular o litígio, e é vedada.

Marketing jurídico e SEO para advogados são a mesma coisa?

SEO é uma parte do marketing jurídico: a de aparecer nos resultados do Google sem pagar por clique, para quem já está pesquisando. Temos um guia só sobre isso: SEO para advogados.

Advogado pode ter Instagram profissional?

Pode. O anexo único do Provimento 205 permite a presença nas redes sociais, desde que o conteúdo respeite o Código de Ética e o provimento. Impulsionar é permitido, mas não para oferecer serviços jurídicos.

Contratar uma agência de marketing jurídico é permitido?

As normas tratam do conteúdo e dos meios da publicidade, não de quem a produz. A responsabilidade é do advogado ou dos sócios administradores, que devem garantir que tudo o que é publicado respeita as regras e poder comprovar as informações.

Fontes

Conferidas em 1 de novembro de 2026.