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Marketing médico: canais, custos e regras do CFM para atrair pacientes

Atualizado em 1 de novembro de 2026 · por Surfelo

A resposta curta

  • Marketing médico é tudo que o médico ou a clínica faz para ser encontrado e escolhido por pacientes: perfil no Google, site, avaliações, conteúdo educativo, redes sociais e anúncios.
  • A Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024, permite divulgar preço de consulta, promoções (exceto casadas) e antes e depois com caráter educativo.
  • Continua proibido: sensacionalismo, autopromoção, identificar pacientes e anunciar equipamentos ou indicações não aprovados. Todo anúncio precisa do nome, CRM e "médico" (e RQE, se especialista).
  • A busca por "marketing médico" cresceu 23% no ano no Brasil (1.300 por mês), mas metade da 1ª página é de cursos: muita gente procura aprender, não contratar.

Este guia resume orientações públicas do CFM e não substitui a leitura da Resolução 2.336/2023 nem a orientação do seu CRM. Odontologia, psicologia, nutrição e fisioterapia seguem conselhos e regras próprias.

1. O que se procura sobre marketing médico

Pelo Planejador do Google Ads (Brasil, média de buscas por mês de outubro de 2025 a setembro de 2026, com a faixa de lance para o anúncio aparecer no topo):

BuscaBuscas por mêsNo anoClique no topo
marketing médico1.300+23%R$ 5,77 a R$ 21,53
marketing para médicos260−34%R$ 7,05 a R$ 31,54
marketing para clínicas140estávelR$ 7,34 a R$ 28,23
marketing digital para médicos140−81%R$ 7,82 a R$ 25,45
google ads para médicos110+23%R$ 4,25 a R$ 17,56

Na 1ª página de "marketing médico", em 1º de novembro de 2026, metade dos resultados era de cursos e pós-graduações. Quem busca o termo muitas vezes quer aprender a fazer. Este guia é para os dois casos: para quem vai fazer e para quem vai contratar.

2. As regras do CFM em uma página

O que passou a ser permitido

  • Divulgar o trabalho, os equipamentos e o preço das consultas.
  • Campanhas promocionais, menos as casadas.
  • Antes e depois com caráter educativo: a condição, o antes (incluindo imagens de outras pessoas com o mesmo problema), o depois e os possíveis resultados insatisfatórios ou complicações, com autorização e sem identificar o paciente.
  • Elogios de pacientes repostados de forma sóbria, sem induzir à promessa de resultado e sem reiteração (mais de dois por semestre).
  • Mostrar o consultório, sem identificar pacientes.
  • Aparelhos e tratamentos com indicações aprovadas pela Anvisa e autorizadas pelo CFM.

O que continua proibido

  • Sensacionalismo e autopromoção.
  • Identificar pacientes em qualquer conteúdo.
  • Promoção casada.
  • Equipamentos ou indicações não aprovados.

Identificação obrigatória

Médico: nome, CRM do estado onde atua e a palavra "médico"; especialista acrescenta a especialidade e o RQE. Estabelecimento: nome, registro ou cadastro no CRM e nome e CRM do diretor técnico (e RQE, quando especializado). Nas redes sociais, os dados podem ficar na bio; se o post for compartilhado em outros perfis ou mensagens, vão na publicação.

3. Os canais, do mais barato ao mais caro

CanalCusto por paciente que chegaPrazoCuidado com as regras
Perfil da Empresa no Google (Maps)GrátisDepois da verificaçãoNome real do consultório, sem palavra-chave
Avaliações no GoogleGrátisContínuoNão responder com dados do paciente; sem incentivo
Site e conteúdo educativo (SEO)Sem custo por cliqueMesesIdentificação no rodapé; sem promessa de resultado
Respostas de IA (ChatGPT, Modo IA)Sem custo por cliqueMesesMesmas do site
Redes sociaisGrátis no orgânicoContínuoBio com identificação; antes e depois só educativo
Google AdsPago por cliqueImediatoCFM + política de saúde do Google Ads

Perfil da Empresa e avaliações

No mapa, o Google ordena por relevância, distância e destaque, e o destaque inclui a quantidade e a qualidade das avaliações. Peça avaliação a todos os pacientes (o gerador de QR Code ajuda na recepção) e responda sem confirmar que a pessoa é paciente nem comentar o tratamento. Modelos em como responder avaliações.

Site, SEO e IAs

É o canal que não cobra por clique e que as IAs usam para responder "qual dermatologista em [cidade] trata acne?". Exige conteúdo educativo e a identificação do CFM. Veja SEO para médicos e clínicas.

Google Ads

Rápido, mas com duas camadas de regra: a do CFM e a política de saúde e medicamentos do Google Ads, em que alguns conteúdos não podem ser anunciados e outros exigem certificação. Para ter ideia de custo, pelo Planejador do Google, o clique no topo para "fisioterapia" vai de R$ 2,09 a R$ 9,79, e para "nutricionista" de R$ 2,36 a R$ 9,49 (termos genéricos, Brasil). Veja a tabela de 27 segmentos.

4. Por onde começar

O que você mesmo pode fazer hoje: Perfil da Empresa verificado e completo, identificação do CFM no site e nas redes, e o QR Code de avaliação na recepção. Isso coloca o consultório no mapa.

Perguntas frequentes

Médico pode fazer anúncio pago no Google e nas redes sociais?

A Resolução CFM 2.336/2023 trata da publicidade médica em qualquer meio, com as mesmas regras de identificação e vedações. No Google Ads, além disso, vale a política de saúde e medicamentos: alguns conteúdos de saúde não podem ser anunciados e outros exigem certificação.

Posso divulgar o valor da consulta?

Pode. O portal de publicidade médica do CFM responde que sim; o que não pode é promoção casada (condicionar um procedimento à compra de outro serviço).

Marketing médico e SEO para médicos são a mesma coisa?

SEO é uma parte do marketing médico: a parte de aparecer no Google sem pagar por clique. Temos um guia só sobre isso: SEO para médicos e clínicas.

Posso repostar elogios de pacientes?

Pode, de forma sóbria e sem induzir à promessa de resultados. O CFM considera reiteração mais de dois compartilhamentos de elogios por semestre.

Clínica precisa colocar o CRM do diretor técnico nos anúncios?

Sim. Para estabelecimentos, o CFM pede nome do estabelecimento, número de registro ou cadastro no CRM e nome e CRM do diretor técnico (e RQE, quando especializado).

Fontes

Conferidas em 1 de novembro de 2026.